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Da sustentabilidade à segurança: os impactos reais das ações ESG nas empresas e eventos

Cada vez mais tem se falado em como podemos de fato levar mais qualidade de vida para as pessoas nas cidades, porém isso pode significar algo diferente para cada pessoa, mas um item é transversal em qualquer prioridade: a segurança, e, como ela esta alinhada com o ESG nas empresas e eventos? Falamos sobre as ações ESG no Smart City Expo Curitiba e como elas também podem ser levadas para dentro das empresas fazendo parte da cultura estrutural e como esse quesito coloca a sua empresa e o seu evento em destaque, sendo uma realidade de transformação verdadeira.
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Smart City Expo Curitiba 2025 – Foto: Catalunya Filmes

Em um mundo em constante transformação, não basta mais apenas “fazer parte” do mercado, é preciso transformá-lo. A responsabilidade com o planeta, com as pessoas e com a gestão ética dos negócios deixou de ser opcional. Quando falamos em ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), falamos diretamente sobre o impacto das nossas ações como indivíduos, empresas e eventos sobre a sustentabilidade do planeta, a qualidade de vida urbana e, principalmente, a segurança das pessoas.

Segurança aqui não é apenas ausência de violência, é sentir-se bem para caminhar, trabalhar, respirar, se deslocar e viver com dignidade. E essa sensação de segurança está ligada a inúmeras ações de empresas e cidades, que vão desde o planejamento urbano à iluminação pública, da gestão de resíduos à promoção de diversidade.

É por isso que iniciativas como o Smart City Expo Curitiba 2025 têm abraçado as práticas ESG de forma cada vez mais sólida. O evento mostra que é possível reunir milhares de pessoas de forma responsável, gerando impacto positivo para a cidade, empresas e participantes, entendendo como eventos e empresas podem se posicionar nesse contexto e por que isso é mais do que diferencial: é necessidade.

“Eventos são locais que reúnem muitas pessoas e empresas, então é uma grande oportunidade de mostrar para toda a sociedade que o conceito de sustentabilidade pode e deve ser aplicado em todos os lugares e momentos. Esse é um direito da humanidade e também uma oportunidade para organizações de todos os tipos mostrarem suas iniciativas ESG e a comunicarem para seus consumidores.” abordam Glaico Gundim, CEO e Co-founder da Impactability e Leo Tostes, Head de inovação e marketing da Impactability.

Palco ESG no Smart City Expo Curitiba 2025 – Foto: Catalunya Filmes

Este ano o Smart City Expo Curitiba seguiu com um programa ainda mais robusto de ESG, o compromisso com a sustentabilidade e a inclusão foi elevado a um novo patamar, mesmo em um espaço maior. Entre as ações adotadas, destacam-se a gestão eficiente de resíduos com estimativa de 90% de reciclabilidade, compostagem de orgânicos e transformação de materiais de difícil reciclagem em mobiliários urbanos.

Também houve coleta de óleo de cozinha, roupas e EPIs inservíveis, promovendo economia circular e impacto social. O evento foi carbono neutro, com mapeamento e compensação de emissões dos escopos 1, 2 e 3, além da adoção de áreas da Mata Atlântica equivalentes à área ocupada pelo evento, expositores foram incentivados a evitar plásticos descartáveis e o público pode fazer o uso de copos retornáveis.

Na frente da inclusão, foram implementadas ações para garantir acessibilidade plena, como sala calma, kits sensoriais, intérpretes de Libras, cadeiras de rodas, treinamentos e apoio especializado. No campo social e educacional, houve bolsas de reforço escolar para 200 jovens, capacitação ESG para empresas parceiras, encerramento do programa Semente Climatechs e concessão de uma bolsa de MBA em Empreendedorismo Social e Impacto para uma pessoa negra. Todas essas ações integraram um ESG Lounge, onde os resultados e compromissos foram compartilhados com o público.

Ações como essas mostram que o ESG não é uma tendência passageira, mas sim uma transformação estrutural que redefine a forma como eventos e empresas se posicionam no mundo. Mais do que relatórios e metas, estamos falando de práticas concretas que influenciam a vida das pessoas, fortalecem a confiança dos consumidores e impulsionam um futuro mais justo e resiliente.

A sociedade tem cada vez mais consciência de que a responsabilidade ambiental e social não cabe apenas ao poder público, as empresas também devem assumir um papel ativo. Segundo Glaico Gundim “Quando uma organização investe em ações de impacto positivo e comunica com clareza para quem deseja gerar valor, o retorno vem em forma de confiança, engajamento e, muitas vezes, fidelização. Além disso, pensar de forma sustentável é também uma estratégia de longevidade: mitigar os efeitos das mudanças climáticas hoje pode evitar impactos sérios no futuro, como a escassez de recursos naturais ou a interrupção de cadeias produtivas inteiras.”

E esse compromisso vai além das ações ambientais ou sociais voltadas ao público externo. Cada vez mais, as pessoas procuram se conectar com empresas que demonstram cuidado genuíno também com quem está dentro da organização, exercendo o “S” do ESG. Uma empresa que investe na sua equipe constrói vínculos mais fortes, e isso pesa tanto na retenção quanto na atração de talentos. Afinal, o que um colaborador recebe de uma organização vai muito além do salário, trata-se de propósito, pertencimento, bem-estar e segurança.

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Ana Clara Balieiro

Arquiteta e Urbanista com foco em Smart City, sendo facilitadora para a gestão pública com a gestão privada. Parte da equipe de Comunicação, trazendo Conteúdos Técnicos e Relacionamentos Estratégicos do iCities - The Smart Cities Hub. Atuei na equipe de curadoria do Smart City Expo Curitiba, o maior evento de cidades inteligentes das Américas o segundo maior evento do mundo, também pelo iCities - The Smart Cities Hub. Meu trabalho é voltado a implementar cidades com mais qualidade de vida, mais humanas, sensoriais, colaborativas e inovadoras, explorando as técnicas de psicoarquitetura e rapport para transformar as cidades, mantendo suas características e cultura. Tenho experiência no desenvolvimento de projetos arquitetônicos e de interiores, de empreendimentos comerciais e residenciais, os quais foram utilizadas técnicas voltadas para a arquitetura sensorial e de psicoarquitetura, explorando todas as necessidades e características de cada cliente, de forma artesanal, personalizada e única.