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Para retorno de investimento em smart cities, é preciso mudar como se opera cidades

A pandemia precipitou muitas mudanças na estratégia organizacional tanto das empresas quanto da gestão de cidades. A busca pelo chamado Retorno sobre o Investimento (ROI, da sigla em inglês “return on investment”) tem sido frequente nas análises de especialistas em smart cities. Para obter o ROI, é preciso uma mudança de mentalidade e operação — não apenas tecnológica, mas principalmente no engajamento dos atores do setor privado e público.

Essa reflexão vem aparecendo nos debates do Smart City Expo Curitiba, que já teve duas edições na capital do Paraná, com cerca de dez mil participantes do Brasil e de fora.

As ações de curto, médio e longo prazo – no tempo de uma gestão pública de quatro ou oito anos, por exemplo – devem alterar em definitivo a realidade dos cidadãos. Estamos falando de melhorias da infraestrutura, serviços públicos e políticas que reduzam os custos operacionais para se investir nas cidades, o que acaba por atrair novos talentos e investimentos.

Ainda sobre a área da saúde, os investimentos em sistemas integrados e inteligentes, via aplicativos ou outras plataformas já disponíveis no mercado, também otimizam gastos com diagnósticos, consultas e exames. É a lógica inteligente aplicada à saúde.

Quanto menos impacto a sociedade sentir nos serviços de saúde, menor será o impacto na economia como um todo – e melhor a perspectiva de retorno sobre o investimento feito nas cidades.

Além disso, a aplicação das novas tecnologias deve contribuir para uma estratégia de longo prazo que conecte, digitalize e otimize os serviços da cidade, também sob os aspectos de inclusão social e sustentabilidade. O investimento em tais aplicativos por uma cidade inteligente deve ser encarado como parte de uma plataforma multifuncional que permita a modernização efetiva dos serviços públicos.

A chegada do novo coronavírus, com a necessidade de implantação de medidas de isolamento social, adaptadas às realidades municipais variadas, acabou por evidenciar quais cidades estavam mais preparadas para encarar uma pandemia dessa proporção.

A visão de smart cities proporciona um enfrentamento mais holístico (social, ambiental e econômico) da crise, com compromisso dos agentes envolvidos no ecossistema público e privado.

*Eduardo Mazzarolo Marques é sócio-diretor e diretor de estratégia e finanças do iCities, empresa que organiza a edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo Curitiba, entre outras iniciativas de fomento ao ecossistema de smart cities no Brasil. Engenheiro de produção civil pela UTFPR e pós-graduado em engenharia de negócios, é conselheiro do Instituto Nacional de Infraestrutura, Construções Inteligentes e Sustentáveis (INICIS). Também é apaixonado por música e desenvolvimento humano.

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