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Mercado imobiliário pode (e deve) incentivar o bem-estar nas cidades

Por Eduardo Filipe Marques* 13/11/2020 09:29

A busca pelo bem-estar nas cidades, nas iniciativas de wellness city (em tradução livre do inglês, cidade de bem-estar), costumam ser abordadas sob vários aspectos, tanto nas políticas públicas, quanto nas ações das empresas, em lançamentos de serviços, produtos e experiências. Afinal, esse mercado já superou o da indústria farmacêutica como o que mais cresce no mundo, tamanha a abrangência do wellness nos últimos (e nos próximos) anos. Um dos mercados com maior potencial para aplicação desse conceito é o de empreendimentos imobiliários, um grande influenciador nas mudanças que trazem mais qualidade de vida para as pessoas.

Em webinar realizado nesta quinta (12) pelo iCities Weaver, e cujo conteúdo está disponível no YouTube, nós conversamos sobre a temática com a médica Andressa Gulin, sócia da construtora e incorporadora AG7. Um de seus lançamentos, o AGE360, recebeu a certificação Fitwel – inédita na América Latina para empreendimentos do tipo, desenvolvida por especialistas em saúde e design do governo norte-americano, que utilizaram mais de três mil estudos científicos em busca de estratégias direcionadas à construção de edifícios mais saudáveis e seguros, com mais qualidade de vida para seus moradores e usuários.

“Quando falamos em wellness city, são cidades pensadas para que pessoas possam exercer suas atividades de forma plena e melhor, evitando doenças, absenteísmo e outros problemas causados pela falta de bem-estar, ou bem-estar precário. Se não criamos ambientes propícios para saúde, provavelmente temos uma sociedade doente”, definiu Andressa, ressaltando que a visão de mundo que prioriza a produtividade acima da qualidade de vida vem nos legando um saldo de estresse, ansiedade e sedentarismo.

Nesse sentido, a boa arquitetura sustentável previne doenças – com iluminação natural e circulação de ar, fatores impulsionados desde o início do século 20, no combate a enfermidades como a tuberculose – e influencia na felicidade e bem estar dos moradores. O lugar onde vamos morar impacta o nosso estilo de vida, nas formas de trabalhar e se relacionar com a família, onde os filhos vão estudar, quais serviços, lojas e mercados temos num raio de um quilômetro, e assim por diante.

O mercado de luxo acaba sendo pioneiro em tornar realidade estes cenários, mas as práticas de wellness não são uma exclusividade. “Ele dita tendências, começa com um case na América Latina e, em cinco anos, se tornam milhares. É preciso lançar essas tendências, sair da zona de conforto e da mentalidade antiga que levava mais em consideração o metro quadrado, pura e simplesmente”, pontuou a médica.

A busca pela felicidade e bem-estar – e como ela vem ocorrendo no mundo, quais seus resultados e impactos – será uma das temáticas abordadas por nossos especialistas convidados para o Smart City Session, evento totalmente digital que vamos realizar nos dias 8 e 9 de dezembro, e que já está com as inscrições abertas.

*Eduardo Filipe Marques é sócio-diretor e diretor de estratégia e finanças do iCities, empresa que organiza a edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo Curitiba, entre outras iniciativas de fomento ao ecossistema de smart cities no Brasil.

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